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Cotovelo

 

O que é?

Se formos levar em conta a definição médica, a lesão conhecida como luxação é definida como a perda de contato articular. Isso significa, de maneira simples, que a lesão gera um grande problema no contato articular, separando dois ossos que costumam estar em contato contínuo através da cartilagem.

O cotovelo, por exemplo, possui um formato natural que dificulta um caso de luxação, sendo uma das articulações mais estáveis do nosso corpo. Dessa forma, a luxação do cotovelo é mais incomum do que a do ombro, mas isso não quer dizer que o problema não exista. A maneira mais corriqueira de ser vítima de uma luxação do cotovelo é durante uma queda, na qual o paciente cai com o braço esticado e o contato é direto com o chão.

Sintomas e Diagnóstico

Como citado, antes de qualquer coisa, a luxação do cotovelo costuma acontecer por traumas, quedas ou pancadas de alto impacto. Diante disso, o principal sintoma apresentado é a dor no cotovelo muito intensa e a deformidade visível.

Diante desse quadro é preciso procurar, o quanto antes, um pronto socorro e após um ortopedista especialista em cotovelo, para que ele possa averiguar a situação e dizer qual o tratamento mais adequado. O médico responsável poderá, além do exame físico, pedir uma radiografia para ter certeza de que se trata de uma luxação e, nesse caso, identificar o grau do problema.

É preciso compreender que a luxação do cotovelo pode ser isolada ou pode, também, estar relacionada a fraturas. Nos casos em que o problema é isolado, o tratamento é a redução, ou seja, colocação da articulação no lugar. Em casos um pouco mais complexos, o tratamento acaba sendo invasivo e o médico ortopedista especialista em cotovelo precisa entrar em ação para realizar a cirurgia da melhor maneira possível.

Se observarmos de maneira clínica, as fraturas mais comuns envolvendo a luxação do cotovelo envolvem problemas na cabeça do rádio (osso do braço), fratura do coronoide ou a fratura dos dois pontos ósseos. O tratamento, dessa forma, é bem mais complexo e a lesão acaba sendo conhecida (no caso mais extremo, com a luxação e duas fraturas), como tríade terrível.

Tratamento

Após sair da urgência, o tratamento para uma luxação no cotovelo precisa ser recomendado por um médico ortopedista especialista em cotovelo e, como citado, pode ser que dependa de cirurgia, de acordo com cada caso. Em casos mais simples, quando não há a presença de fraturas e o cotovelo não apresenta sinais de instabilidade, o tratamento pode ser apenas com imobilização seguida de reabilitação da região.

É importante ressaltar que esse processo não deve ser muito demorado, não ultrapassando o período de duas semanas, para evitar que apareça o problema de rigidez do cotovelo. No caso em que a cirurgia é necessária, o processo é mais complexo.

O pós-operatório é bastante preciso, sendo que o cotovelo precisa ficar totalmente estável durante todo o processo. É preciso tomar muito cuidado para não aparecerem sequelas após a operação, como instabilidade, perda de movimentos, ossificações, etc. Seguir as recomendações médicas é essencial para que a recuperação seja plena.

Outras Informações

Caso o médico indique que a luxação é de um grau elevado e que o processo cirúrgico seja necessário, é preciso uma cuidadosa avaliação com exames de imagens.. A intervenção é severa e a cirurgia precisará reparar os ligamentos lesionados. No caso de existirem fraturas, além da recuperação dos ligamentos, haverá também a necessidade de fixar os ossos em seus respectivos lugares.

Em casos extremos pode ser que o médico opte por utilizar uma prótese para refazer a região fragmentada do braço. Existem casos em que, mesmo após a cirurgia, a região do cotovelo ainda fica instável. Em certos casos é necessário, até mesmo, o uso de um fixador externo articulado e enxertos.

Após a cirurgia será necessário ficar em repouso absoluto, evitando ao máximo mexer o braço. Depois desse período a fisioterapia será iniciada. As sessões devem ser seguidas à risca e o ideal é não forçar muito além do tratamento. É preciso que o braço seja tratado com muito cuidado para que não exista a possibilidade de sequelas após o tratamento, afinal, caso isso aconteça, o caminho para a recuperação fica ainda mais demorado.

Com o fim do tratamento completo é necessário tomar algumas precauções para que o evento gerador do trauma não ocorra mais. Se o acontecido foi durante uma prática esportiva, por exemplo, é necessário ter cuidados especiais. Utilizar aparelhos de proteção e evitar choques de contato são atitudes fundamentais para evitar que o problema volte.

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